Pisos Industriais
Epóxi · Poliuretano · Polido
O piso é a superfície que mais sofre em uma planta industrial e a que menos recebe projeto. Tráfego de empilhadeira, choque térmico, lavagem química, sanitização e carga pontual atacam o mesmo substrato ao mesmo tempo — e cada um desses esforços pede uma resposta diferente do sistema. A ACCOM especifica o piso a partir da sua operação: o que circula, com que peso, em que frequência, sob qual agente químico e com qual janela disponível para execução. O sistema vem depois, como consequência do levantamento, não como escolha de catálogo. Executamos epóxi autonivelante, epóxi multicamada, poliuretano cimentício e concreto polido em plantas em operação, com frentes sequenciadas por área e liberação formal para tráfego após ensaio.

Onde se aplica
Alimentos e Bebidas
Lavagem e sanitização diárias, choque térmico em áreas de cocção e câmara fria, e exigência de superfície sem porosidade para auditoria sanitária. Poliuretano cimentício responde melhor que epóxi onde há água quente e agente de limpeza alcalino.
Farmacêutico
Área classificada exige superfície contínua, sem junta aparente e sem porosidade, com rodapé em meia-cana para permitir limpeza validada. O sistema precisa suportar o agente de sanitização previsto no protocolo da planta.
Logística e Armazenagem
Tráfego contínuo de empilhadeira e transpaleteira, carga pontual de porta-paletes e circulação em corredores estreitos. A espessura parte da carga real por roda, não da média de catálogo.
Químico
Resistência dimensionada para o agente específico da planta, com contenção e caimento definidos em projeto. Especificar por "resistência química" genérica é o erro mais comum e o mais caro de corrigir depois.
Especificação técnica
| Sistema | Espessura | Resistência química | Tráfego admissível | Cura até liberação |
|---|---|---|---|---|
| Epóxi autonivelante | 2–3 mm | Boa a ácidos diluídos | Médio, empilhadeira pneumática | 5 a 7 dias |
| Epóxi multicamada | 4–6 mm | Boa, com maior barreira | Alto, empilhadeira rígida | 5 a 7 dias |
| Poliuretano cimentício | 6–9 mm | Alta, inclusive água quente e alcalino | Alto, com choque térmico | 24 a 48 h |
| Concreto polido | Substrato existente | Baixa, exige selante | Alto, sem agressão química | 24 h |
Valores de referência para especificação preliminar. A definição final depende do ensaio de substrato e do agente químico da sua operação.
Processo executivo
Diagnóstico
Medição de umidade do substrato, teste de aderência por tração, mapeamento de fissura e verificação do contrapiso. É essa etapa que define se o piso pode ser sobreposto ou se exige remoção, e é a etapa que a maioria dos orçamentos pula.
Preparação mecânica
Fresagem ou jateamento até o perfil de rugosidade exigido pelo sistema especificado. Sem perfil correto não há aderência, e o desplacamento aparece em meses, não em anos.
Tratamento
Juntas de dilatação, reperfilamento, correção de nível e caimento. Junta mal tratada reaparece na superfície nova em qualquer sistema.
Aplicação
Execução do sistema em frentes compatíveis com a sua parada, com temperatura, umidade relativa e ponto de orvalho registrados por frente.
Liberação
Cura controlada, ensaio e liberação formal para tráfego, com data registrada e responsável técnico identificado.
Benefícios
Piso liberado dentro da janela programada — a área volta a operar na data acordada, sem parada não planejada.
Superfície sem porosidade e com rodapé em meia-cana — atende auditoria sanitária e limpeza validada.
Espessura dimensionada para a carga real por roda da sua operação — não para o tráfego médio de catálogo.
Liberação formal com ensaio e responsável técnico identificado — a garantia tem um nome e um número de registro.
Perguntas frequentes
Quanto tempo a área fica indisponível?
Depende do sistema. Poliuretano cimentício libera para tráfego em 24 a 48 horas; epóxi, em 5 a 7 dias. O prazo total inclui a preparação de substrato, que costuma ser mais longa que a própria aplicação.
Dá para executar por setor, com a fábrica operando?
Sim, e é o cenário mais comum. O piso é dividido em frentes por área, com barreira de contenção, controle de poeira na fresagem e sequenciamento acordado com a produção antes da mobilização.
Epóxi ou poliuretano para câmara fria e área de lavagem?
Poliuretano cimentício. Ele tolera choque térmico e lavagem com água quente, condição em que o epóxi trabalha no limite e tende a desplacar na junta.
Preciso demolir o piso atual?
Nem sempre. O teste de aderência por tração e a medição de umidade dizem se o substrato aceita sobreposição. Demolição só entra quando o contrapiso está comprometido.
Como é feita a liberação para empilhadeira?
Por cura controlada e ensaio, com liberação formal registrada. Circular antes do prazo é a causa mais frequente de marca permanente em piso novo.
O piso atende exigência de auditoria de cliente internacional?
Atende quando especificado para isso: superfície contínua, sem porosidade, rodapé em meia-cana e sistema compatível com o agente de sanitização do protocolo. A exigência precisa entrar no escopo antes da especificação, não depois.
Vocês executam demarcação e sinalização?
Sim. Faixa de circulação, área de carga e sinalização de segurança conforme o layout aprovado, executadas depois da cura e antes da liberação.
Tem uma obra industrial para orçar?
Envie o escopo, o projeto ou apenas a descrição do problema. Você recebe uma resposta técnica em até 48 horas úteis — com escopo, premissas e prazo, não só um número.